



Pesquisa atribui Autismo
ao nível de mercúrio no corpo
Autistas têm dificuldades de comunicação
e socialização
Uma nova pesquisa sugere que crianças autistas desenvolveram a doença devido a uma dificuldade em processar o mercúrio, um metal tóxico.
Cientistas americanos investigaram o nível de mercúrio no cabelo de crianças que, mais tarde, se tornaram autistas. Descobriu-se que os cabelos dessas crianças tinham um nível de mercúrio muito mais baixo do que os das outras que não sofriam do mal.
O motivo do baixo nível de mercúrio nos cabelos, segundo os cientistas, pode ser o fato de que as crianças autistas não conseguiram usar o mercúrio propriamente ou tiveram dificuldade em expelir o metal do corpo.
O autismo afeta a maneira como alguém se comunica e interage com outras pessoas.
Suspeita antiga
Já havia suspeitas de que o mercúrio tinha ligação com o autismo.
Um grupo de pais do Canadá e dos Estados Unidos está processando autoridades de saúde porque eles acreditam que o timerosal, uma substância que tem como base o mercúrio e é usada em vacinas, pode ter sido o responsável pelo autismo de seus filhos.
Especialistas se dividem sobre a existência de uma ligação entre mercúrio e autismo.

Porém, um estudo descarta que vacinas infantis sejam possível causa em autismo.
MONTREAL, 5 jul (AFP) - Vacinas infantis comuns para combater sarampo, caxumba e rubéola não causam autismo, como se acreditava, segundo um novo estudo publicado na quarta-feira no jornal científico Pediatria.
Cientistas do Hospital Infantil de Montreal descartaram suspeitas de que a substância timerosal, encontrada em algumas vacinas, esteja por trás do aumento das taxas da doença após acompanhar 28.000 crianças na província canadense de Quebec.
"Não há relação entre o nível de exposição a vacinas contendo timerosal e taxas de autismo", disse em um comunicado o chefe da equipe de pesquisadores, Eric Fombonne.
A substância timerosal, ou silicato de mercúrio, é usada na fabricação destas vacinas como conservante e para evitar a contaminação por fungos e bactérias.
Estudos passados sugerem que o timerosal poderia ser tóxico para o cérebro, portanto seu uso em vacinas infantis de rotina foi descontinuado, com algumas exceções, segundo a Health Canada.
No entanto, as taxas de autismo continuaram a aumentar desde então, disse Fombonne.
"Segundo nossos dados, a incidência de autismo foi maior em crianças que foram vacinadas após a eliminação do timerosal nas vacinas", afirmou.
"Esperamos que este estudo finalmente dê um fim à difundida crença ligando vacinas com doenças do crescimento como o autismo", acrescentou.
O autismo é uma doença neuropsiquiátrica que prejudica a habilidade da criança de se comunicar e interagir com os outros, afetando uma em 155 crianças.
Nos anos 1990, muitos países se recusaram a vacinar suas crianças contra as perigosas doenças infantis por medo de que as vacinas pudessem causar mais danos do que proteger.
Esta atitude resultou no reaparecimento do sarampo, que causou a morte de várias crianças na Europa, disse Fombonne.
Ele atribui o aumento das taxas de autismo a uma definição mais ampla do autismo e de uma maior consciência sobre a doença.
FONTE: Notícias UOL.