


O aUtismo tipico
O Autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que vem sendo estudado pela ciência há seis décadas, mas sobre o qual ainda permanecem, dentro do próprio âmbito da ciência, divergências e grandes questões por responder.
Há 20 anos, quando surgiu a primeira associação para o Autismo no país, o Autismo era conhecido por um grupo muito pequeno de pessoas, entre elas poucos médicos, alguns profissionais da área de saúde e alguns pais que haviam sido surpreendidos com o diagnóstico de Autismo para seus filhos.
Atualmente, embora o Autismo seja bem mais conhecido, tendo inclusive sido tema de vários filmes de sucesso, ele ainda surpreende pela diversidade de características que pode apresentar e pelo fato de, na maioria das vezes, a criança autista ter uma aparência totalmente normal. O Autismo é uma síndrome definida por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no usa da imaginalção.
É comum pais relatarem que a criança passou por um período de normalidade anteriormente à manifestação dos sintomas.
Quando as crianças com autismo crescem, desenvolvem sua habilidade social em extensão variada. Alguns permanecem indiferentes, não entendendo muito bem o que se passa na vida social. Elas se comportam como se as outras pessoas não existissem, olham através de você como se você não estivesse lá e não reagem a alguém que fale com elas ou as chame pelo nome.
Freqüentemente suas faces mostram muito pouco de suas emoções, exceto se estiverem muito bravas ou agitadas. São indiferentes ou têm medo de seus colegas e usam as pessoas como utensílios para obter alguma coisa que queiram.
Pessoas com esse distúrbio possuem dificuldades qualitativas na comunicação, interação social, e a imaginação (a chamada tríade), e consequentemente apresentam problemas comportamentais.
Muita vezes o simples fato de querer ir ao banheiro e não conseguir comunicar a ninguém pode ocasionar problemas como auto-agressão ou agressão aos outros.
QUERO PUBLICAR HOJE SOBRE MITOS QUE SEGUEM OS AUTISTAS, TENHO A ALGUM TEMPO ESTE TEXTO E PUBLICO PARA VOCES...
Nestes anos de luta, vi muita coisa errada sobre o autismo, algumas me levaram a atitudes que hoje sei serem inadequadas.Muitas desinformações nos levam a problemas emocionais, a dificuldades mil que podem e devem ser evitadas.
O MITO: os autistas têm mundo próprio.
A VERDADE: os autistas têm dificuldades de comunicação, mas mundo próprio de jeito nenhum.O duro é que se comunicar é dificil para eles, nós não entendemos, acaba nossa paciência e os conflitos vêm. Ensiná-los a se comunicar pode ser difícil, mas acaba com estes conflitos.
O MITO; Os autistas são super inteligentes.
A VERDADE; assim como as pessoas normais, os autistas tem variações de inteligência se comparados um ao outro.é muito comum apresentarem níveis de retardo mental.
O MITO; os autistas não gostam de cari nho.
A VERDADE: todos gostam de carinho, com os autistas não é diferente.Acontece que alguns têm dificuldades com relação a sensação tátil, podem sentir-se sufocados com um abraço por exemplo.Nestes casos deve-se ir aos poucos, querer um abraço eles querem, a questão é entender as sensações.Procure avisar antes que vai abraça-lo, prepare-o primeiro por assim dizer.Com o tempo esta fase será dispensada.O carinho faz bem para eles como faz para nós.
O MITO: Os autistas gostam de ficar sozinhos.
A VERDADE: os autistas gostam de estar com os outros, principalmente se sentir-se bem com as pessoas, mesmo que não participem, gostam de estar perto dos outros.Podem as vezes estranhar quando o barulho for excessivo, ou gritar em sinal de satisfação, quando seus gritos não são compreendidos, muitas vezes pensamos que não estão gostando.Tente interpretar seus gritos.
O MITO: Eles são assim por causa da mãe ou porque não são amados.
A VERDADE: o autismo é um distúrbio neurológico, pode acontecer em qualquer família, religião etc.A maior parte das famílias em todo o mundo tendem a mimá-los e superprotegê-los, são muito amados, a teoria da mãe geladeira foi criada por ignorância, no início do século passado e foi por terra pouco tempo depois.é um absurdo sem nexo.
O MITO:
os autistas não gostam das pessoas.
A VERDADE: os autistas amam sim, só que nem sempre sabem demonstrar isto.Os problemas e dificuldades de comunicação deles os impedem de ser tão carinhosos ou expressivos, mas acredite que mesmo quetinho, no canto deles, eles amam sim, sentem sim, até mais que os outros.
O MITO: os autistas não entendem nada do que está acontecendo.
A VERDADE: os autistas podem estar entendendo sim, nossa medida de entendimento se dá pela fala, logo se a pessoa não fala, acreditamos não estar entendendo, mas assim como qualquer criança que achamos não estar prestando atenção, não estar entendendo, de repente a criança vem com uma tirada qualquer e vemos que ela não perdeu nada do que se falou, o autista só tem a desvantagem de não poder falar.Pense bem antes de falar algo perto deles.
O MITO: O certo é interná-lo, afinal numa instituição saberão como cuidá-lo.
A VERDADE: Toda a criança precisa do amor de sua família, a instituição pode ter terapeutas, médicos, mas o autista precisa de mais do que isto, precisa de amor, de todo o amor que uma família pode dar, as terapias fazem parte, uma mãe, um pai ou alguém levá-lo e trazê-lo também.
O MITO: Ele grita, esperneia porque é mal educado
A VERDADE: o autista não sabe se comunicar, tem medos, tem dificuldades com o novo, prefere a segurança da rotina, então um caminho novo, a saída de um brinquedo leva-os a tentar uma desesperada comunicação, e usam a que sabem melhor, gritar e espernear.Nós sabemos que isto não é certo, mas nos irritamos, nos preocupamos com olhares dos outros, as vezes até ouvimos aqueles que dizem que a criança precisa apanhar, mas nada disto é necessário, se desse certo bater, todo o burro viraria doutor! Esta fase de gritar e espernear passa, é duro, mas passa.Mesmo que pareça que ele não entenda, diga antes de sair que vai por ali, por aqui etc. e seja firme em suas decisões.Não ligue para os olhares dos outros, você tem mais o que fazer.Não bata na criança , isto não ajudará em nada, nem a você e nem a ele.Diga com firmeza que precisa ir embora por exemplo, e mantenha-se firme por fora, por mais difícil que seja.Esta fase passa, eles precisarão ser a firmeza do outro.
Lucy Santos.
GENTE MUITA COISA QUE A LUCY ESCREVEU É CERTO MESMO POIS MEU FILHO THOMAS TEM MUITO DO QUE ELA PUBLICOU TA? ESTE TEXTO SERVIO MUITO PARA MIM !!!
MEU FILHO,
MINHA VIDA

RELATOS de Vânia Viana
Professora de Educação Especial
A Professora Que Virou Secretária, Que Virou Educadora.
"Terminado o curso de Formação de Professores, cadê escola para trabalhar? Não tinha.Diante das dificuldades para entrar no magistério, parti em busca de outros empregos. Enfim acabei por virar secretária.Até que me saia bem, fui promovida a secretária da diretoria da empresa...Mas,eu havia sido aprovada em concurso que havia feito...Minha trajetória se iniciou nos famosos CIEPs...Depois,me deparei com excluídos de outra ordem, os especiais.
Precisava me capacitar, estudar, pesquisar. Voltei aos estudos (onde permaneço), e fiquei no ensino regular e no especial, abracei um pouco mais forte aqueles que nem sempre suportam o contato físico de um abraço, os autistas, nesse abraço inclui também os pais, tão pouco esclarecidos sobre a síndrome, como boa parte de nossa sociedade. E dessa união está nascendo a Associação de Pais e Amigos da Pessoa Autista da Baixada Fluminense, que está tomando forma, ganhando corpo, querendo gritar: Olá educação, olhe para nós!"
E a professora? Bem esta que um dia virou secretaria, não quer mais ser somente professora. Hoje ela quer ir mais longe, quer ser EDUCADORA.
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O Autismo na Família, a família no Autismo
Quando a família se depara com o diagnóstico de autismo, há uma desestruturação generalizada, a falta de informação e orientação é a principal responsável pelo estado de caos que muitas vezes se estabelece no grupo familiar. É como olhar no deserto a procura de água.
Mas, apesar de tudo isso, esta família precisa se por de pé, pois há em seu seio alguém que clama por ser compreendido: a criança autista.
Passado o vendaval, e mesmo que ainda não se tenha chegado à calmaria, é preciso lutar. É esta família que irá fazer a diferença na vida desta criança, mais do que na de qualquer outra (que não tenha autismo).
A contribuição da família tem sido de inegável importância, trabalhando em casa e/ou em instituições, com obstinação, perseverando SEMPRE. São pessoas que não aceitaram a estigmatização como ponto final.
É preciso divulgar as informações, principalmente as que relatam o sucesso obtido no trabalho feito com a criança autista, bem como as possibilidades que esta possui. Mais uma vez há nisso uma dependência da família.
É sabido que, “uma andorinha só não faz verão”, mas por que estar só? UNIÃO, sim esta é a palavra que pode fazer a diferença entre a frustração e o sucesso. A exemplo de vários grupos que se uniram em torno de uma associação e obtiveram êxito, todo e qualquer grupo organizado, pode conseguir muito em prol da pessoa autista. Mas é preciso perseverança, paciência, obstinação mesmo!. Os grupos que não obtiveram o sucesso, têm como justificativa, a falta de engajamento daqueles que podem muito (os pais). Por tanto se temos o autismo na família tenhamos também a família no autismo, pois isto sim, fará a diferença.
(by MARY)